
O Carnaval deixou de ser apenas uma data do calendário cultural para se consolidar como uma temporada relevante para o comércio brasileiro. Segundo o Índice Expandido do Cielo do Varejo (ICVA), o faturamento do setor cresceu 13,1% no período carnavalesco de 2025 em comparação com o ano anterior, evidenciando a importância econômica da data e seu impacto direto no mercado, inclusive no ambiente digital.
Impulsionadas pelas tendências das redes sociais, lançamentos de curta duração e forte apelo visual, as compras neste período seguem uma lógica concentrada e decisões rápidas. Categorias como fantasias, acessórios e bebidas registram picos de demanda, acompanhadas por uma crescente busca por itens de consumo consciente, como glitter biodegradável.
Uma pesquisa do Sebrae aponta que 73% dos consumidores brasileiros já fizeram compras influenciadas por conteúdo em plataformas como o Instagram, reforçando o papel do comércio social na tomada de decisões em períodos de grande visibilidade e sazonalidade.
Esse comportamento impõe desafios específicos à gestão online. O desempenho envolve a capacidade de ajustar o sortimento, a comunicação e a distribuição quase em tempo real, acompanhando o que ganha relevância nas redes. Nesse contexto, a logística da última milha ganha destaque, com modalidades como Entrega no Mesmo Dia and Clique e Retire becoming competitive differentials.

“Este é um período que se decide em dias, não em meses. Ao contrário da Black Friday, não há espaço para campanhas longas. As marcas que têm melhor desempenho são aquelas que recalibram o sortimento e o investimento em mídia em tempo real para capturar os picos de demanda, com a logística preparada para acompanhar a velocidade do fechamento das vendas”, afirma Alexandre Mendes, sócio-diretor de marketing da Lope Digital Commerce.
Além da estratégia, a comunicação também passa por ajustes. Uma linguagem alinhada ao momento cultural, campanhas mais dinâmicas e uma forte presença nos canais digitais ajudam a manter a atenção de um público que decide em poucos minutos, muitas vezes diretamente pelo celular.
“O Carnaval demonstra o quanto o e-commerce está conectado à cultura e ao comportamento online. Quem consegue trabalhar nessa dinâmica leva esse aprendizado para o resto do ano, com mais agilidade, menos estoque e campanhas mais eficientes”, conclui Mendes.

